29 de abril de 2011

Treino intervalado de alta intensidade (HIIT): sim... mas como?


O treino intervalado de alta intensidade (HIIT) é cada vez mais reconhecido como o método ideal para aumentar a performance aeróbia e adaptação ao exercício. Entre os benefícios deste método estão um maior volume de treino intenso e uma melhoria no metabolismo do lactato. Apesar do interessante crescente de que tem sido alvo nos últimos anos, a duração óptima e intensidade do HIIT não foi ainda estabelecida e os protocolos variam bastante. Uma equipa de investigadores da Universidade do Nebrasca comparou diferentes durações e intensidades de treino intervalado para determinar o seu efeito no VO2 médio e total, tempo de exercício e marcadores de fadiga como a concentração sanguínea de lactado. Os resultados do estudo foram publicados no último número da revista Journal of Strenght & Conditioning Research.

28 de abril de 2011

O treino intervalado e uma dieta mediterrânea são a solução para a obesidade?


Um programa que combine treino intervalado e práticas alimentares saudáveis encaixa na perfeição em quem sofre de obesidade, de acordo com os resultados de um novo estudo do centro de medicina preventiva e actividade física (EPIC) do Montreal Heart Institute. Os resultados do trabalho foram anunciados no National Obesity Summit, a ter lugar neste momento em Montreal.

26 de abril de 2011

Palestra: "Sugar: The Bitter Truth", Dr. Robert Lustig

Deixo aqui a todos os interessados uma fenomenal palestra do Dr. Robert Lustig, um especialista em obesidade da Universidade da Califórnia. Na talk, ele desafia a aplicação da 1ª lei da termodinâmica e fala-nos sobre os malefícios do açúcar e como ele dribla os nossos mecanismos de homeostase energética. São 90 min mas vale bem a pena.

Deixar de fumar engorda?


O que leva as pessoas a fumar? Acreditem ou não, parece que a supressão do apetite é um motivo bastante comum, especialmente entre as adolescentes. E porque não deixam de fumar quando os efeitos nefastos para a saúde são tão evidentes? Uma das razões apontadas é o medo de engordar após cessação, embora poucos expliquem o motivo deste fenómeno. Será um facto ou um mito urbano? Infelizmente é uma verdade bem documentada e a que dificilmente se consegue escapar. O tabaco cria uma dependência metabólica que leva o seu tempo a reverter.

Conferência: "Eating Disorders in Sport: Risk Factors and Special Considerations"


No âmbito do Ciclo de Conferências 2011 realizadas pelo Centro de Investigação e Intervenção do ISPA-IU (Instituto Superior de Psicologia Aplicada - Instituto Universitário) realiza-se, dia 2 de Maio, pelas 12h30, a Conferência Extraordinária intitulada: «Eating Disorders in Sport: Risk factors and Special Considerations», que será proferida pela Dr. Roberta Sherman (PhD), do Bloomington Center for Counseling and Human Development.

Esta iniciativa realiza-se na Sala de Actos do ISPA-IU, em Lisboa. A entrada é livre.

Fonte: JASFarma

20 de abril de 2011

Dieta low-carb vs hipocalórica no tratamento a curto-prazo de fígado gordo


Uma sequela da diabetes e obesidade é o fígado gordo, uma patologia que pode ir da simples acumulação de triglicéridos nos hepatócitos à esteatose inflamatória (esteatohepatite), fibrose e cirrose. A manipulação da dieta é a abordagem mais eficaz para regressão de doença e geralmente são adoptados regimes hipocalóricos com uma elevada taxa de sucesso. Uma equipa de investigadores do UT Southwestern Medical Center, EUA, verificou no entanto que uma dieta low-carb é mais eficaz do que a restrição calórica e mais rápida a reverter a esteatose hepática. Os resultados irão ser publicados no próximo número do American Journal of Clinical Nutrition.

19 de abril de 2011

Para controlar as alergias e asma, reduza nos cereais, lacticínios e açúcares, diz o Dr. Pescatore


A Primavera está aí e com as temperaturas mais quentes vem o desconforto para quem sofre de asma e alergias. Mas o Dr. Fred Pescatore, o autor aclamado de "The Allergy & Asthma Cure" e do bestseller "The Hamptons Diet" tem boas notícias. Não precisa de ser assim.

18 de abril de 2011

Homeopatia: o poderoso efeito de... nada


A homeopatia é uma das maiores farsas entre as medicinas alternativas mas, miraculosamente, tem saído ilesa da forte crítica por parte da comunidade científica. Um canal televisivo Australiano apresentou recentemente uma excelente reportagem sobre o cambalacho da homeopatia que quero partilhar aqui convosco. É particularmente interessante a parte em que a presidente da Associação Australiana de Homeopatia, Michelle Hookham, refere que a terapia homeopática não pode ser explicada pela medicina tradicional, mas que um dia a física quântica lhes dará razão. Pudera... É mais provável encontrar um electrão no espaço do que uma molécula de princípio activo num produto homeopático.

O orlistat (Alli e Xenical): eficácia e preocupações de segurança


O Alli e o Xenical são dois dos fármacos mais utilizados como redutor de peso e os únicos recomendados actualmente para tratamento da obesidade a médio-longo prazo. Embora o princípio activo seja exactamente o mesmo, o orlistat, o Alli é um medicamento de venda livre e o Xenical uma droga sujeita a receita médica. Os vários ensaios realizados até hoje mostram que o orlistat tem um efeito modesto mas real na perda de peso a médio prazo. No entanto, alguns casos clínicos surgidos após a sua implementação no mercado levantam dúvidas quanto à segurança e a revogação da licença é hoje um assunto em cima da mesa nos EUA.

17 de abril de 2011

As dietas low-carb reduzem os desejos impulsivos de doces e são mais saciantes


Um dos motivos para o fracasso das dietas tradicionais é o desejo impulsivo por um determinado tipo de alimento, os chamados "cravings", geralmente por doces ou junk-food. Os "cravings" são muitas vezes confundidos com fome, mas distinguem-se por apenas serem satisfeitos com um alimento específico e não com uma qualquer refeição. Esses desejos são extremamente comuns e estima-se que perto de 90% dos adultos Norte Americanos os experimente com frequência, precipitando a ingestão de uma quantidade desproporcionada do alimento desejado. Este impulso não é apenas uma fraqueza psicológica mas também um impulso fisiológico e exacerbado em dieta, podendo comprometer o sucesso dos regimes para perda de peso. Tendo em conta o impacto diferencial reconhecido das dietas low-carb e low-fat no apetite, uma equipa Americana estudou o efeito dessas intervenções nos "cravings", preferências alimentares e saciedade. Os resultados publicados há poucos dias indicam que a restrição severa de certos grupos de alimentos inibe o próprio desejo pelo alimento restringido e que as dietas low-carb ad libitum favorecem um estado de saciedade prolongado e um maior conforto durante o regime.

16 de abril de 2011

A dieta de Dukan: será a moda deste Verão?


Já ouviram falar da dieta de Dukan? É natural que não mas irão certamente ouvir nos próximos tempos. Embora seja já antiga por terras Francesas, só em 2010 chegou ao Reino Unido e o livro “Je ne sais pás maigrir” só irá ser publicado nos EUA no dia 19 de Abril. Depois de dar a volta ao Atlântico, é provável que também chegue ao nosso país. Não tenho por hábito (e detesto) comentar dietas mas vou abrir uma excepção. Afinal, o que é esta dieta Dukan?

15 de abril de 2011

Conheça Ernestine Shepherd, a culturista mais velha de sempre



Aos 73 anos de idade, a avó Ernestine Shepherd é um bom exemplo do que o exercício físico pode fazer por nós. Quem a vê não acredita que há menos de 20 anos era mais uma mulher de meia idade com uma vida sedentária tão comum.  Hoje é detentora do record do Guiness para a culturista mais velha de sempre.

13 de abril de 2011

Não comer hidratos de carbono à noite?


"Para perder peso, não comer hidratos de carbono à noite". Este é um dos mitos mais comuns dessa religião a que se chama dietética. Entre as explicações que ouço frequentemente estão a menor sensibilidade à insulina ao final do dia e o facto de não necessitarmos de hidratos de carbono durante o sono. Embora estes conceitos não sejam totalmente falsos, estão longe de justificar uma recomendação desse tipo. Um estudo recente levado a cabo por Sigal Sofer questiona este princípio. Comparando duas dietas igualmente hipocalóricas, uma intervenção em que os hidratos de carbono são apenas consumidos ao jantar resulta em maior perda de peso e numa melhoria mais acentuada de parâmetros metabólicos e perfil hormonal.

Problemas com o Internet Explorer resolvidos


Parece que alguns leitores estavam com problemas a navegar na página com o IE 9 e 10. Julgo que com a mudança de template ficou resolvido, mas qualquer bug que encontrei avisem-me por favor. Espero que possam finalmente ler o blogue em condições.

12 de abril de 2011

Um novo modelo animal para as doenças metabólicas


A ideia generalizada de que a gordura engorda, passo a redundância, baseia-se essencialmente em 3 premissas (ou preconceitos): 1) uma caloria é uma caloria, venha ela de onde vier, 2) de um ponto de vista termodinâmico é pouco favorável converter hidratos de carbono (CHO) e proteína em gordura, e 3) uma dieta com um elevado teor lipídico induz obesidade acentuada em modelos animais, particularmente em ratos. A verdade é que todas elas são falsas. As duas primeiras ignoram totalmente o factor hormonal e metabolismo do glicerol. Quanto à última, é uma observação irrefutável mas dificilmente extrapolável para o Homem. A dieta natural dos roedores não comporta níveis elevados de gordura e não é de esperar que estejam preparados para tal. Além disso, obesidade não é sinónimo de doença e estes ratos obesos induzidos por dieta (DIO) podem não ser um modelo ideal e equivalente. A equipa de Brante Sampey, da Universidade da Carolina Norte, USA, mostrou recentemente que uma dieta moderna típica reproduz bem melhor as doenças metabólicas humanas do que uma dieta rica em gorduras (HFD).

11 de abril de 2011

Novo fármaco promove uma perda de peso sem precedentes - 8.6 % ao fim de 1 ano


Uma combinação experimental de drogas já no mercado para tratamento da obesidade, enxaquecas e epilepsia, produziu resultados sem precedentes entre as terapias químicas conhecidas – uns modestos 9% ao fim de um ano mas que mesmo assim é o valor mais alto obtido até hoje. O estudo está a causar furor entre a comunidade médica e científica.

O leite, opióides e Síndrome de Morte Súbita Infantil


Como sabem (ou vão ficar a saber), eu não sou propriamente fã do leite e produtos lácteos no geral. Tenho vários motivos para isso e tenciono brevemente fazer uma curta revisão à literatura para justificar a minha posição. Mas muito recentemente foi publicado um artigo na revista Neuropeptides que me chamou a atenção. Uma equipa de investigadores polacos liderada por Elzbieta Kostyra estabeleceu uma possível relação entre o consumo de leite e o síndrome de morte súbita em crianças recém-nascidas.

10 de abril de 2011

O efeito "auréola": não julgue um alimento pelo selo de biológico


ScienceDaily (10 de Abril de 2011) - Jenny Wan-chen Lee, uma estudante em Cornell University's Dyson School of Applied Economics and Management, vive fascinada com um fenómeno conhecido como "efeito halo". Os psicólogos reconhecem há muito que a forma como nós percepcionamos uma característica particular de uma pessoa pode ser influenciada pela maneira como percepcionamos outros traços do mesmo indivíduo. Por outras palavras, o facto de uma pessoa ter um atributo positivo pode emitir um "halo", resultando na percepção de que outras características associadas a essa pessoa são também positivas. Um exemplo disso seria julgar uma pessoa atraente como inteligente só porque ele ou ela é bem-parecida.

8 de abril de 2011

6 anos de fórum: o que mudou e perspectivas futuras


Faz hoje, dia 8 de Abril, 6 anos que me registei no fórum bodybuilding-pt.com. Nessa altura, em 2005, a comunidade já contava com quase 2 anos de existência e um grupo de membros sólido e unido, que com grande pena minha, se veio a desagregar com o tempo. Felizmente, alguns laços foram mantidos e reforçados além da vida virtual. Mas o que mudou nestes últimos anos? O que trouxe o fórum de novo à “cultura física” em Portugal?

O café e a diabetes: em que é que ficamos?


O café é provavelmente a bebida mais popular nos países industrializados. Como tal, os seus efeitos na saúde humana têm sido alvo de um intenso estudo nestes últimos anos. Particular importância se tem dado à acção hiperglicémica e hiperinsulinémica comprovada em ensaios experimentais com indivíduos saudáveis e diabéticos. No primeiro número da revista Journal of Caffeine Research, James Lane faz uma revisão ao conhecimento actual sobre a temática e estabelece linhas de orientação para pesquisas futuras.

7 de abril de 2011

Claras de ovo: cruas ou cozinhadas?


Uma questão recorrente entre os adeptos da cultura física é se os ovos ou as claras devem ser consumidos crus ou cozinhados. Aquelas imagens dos culturistas da era dourada a meterem ovos inteiros crus pela goela abaixo dão de facto uma mística muito hardcore à coisa. Mas será uma boa opção?

6 de abril de 2011

Conferência "Os Limites da Interpretação na Anorexia Nervosa" (5/5/2011)

A próxima Conferência do ciclo "Narrativa e Medicina 2011" intitula-se "Os Limites da Interpretação na Anorexia Nervosa" e será proferida por Dulce Bouça, psiquiatra e psicoterapeuta no Hospital de Santa Maria/Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. A iniciativa decorrerá dia 5 de Maio de 2011, pelas 17h00, no Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa. A entrada é livre.

Identificado mais um mecanismo na origem da dislipidémia: a AMPK outra vez...


Eu tenho um especial carinho pela AMPK, o maestro de todo o metabolismo energético no nosso organismo. Qualquer nova descoberta acerca da sua acção desperta logo o meu interesse e ontem foi publicado na Cell Metabolism mais um estudo que evidencia a sua importância na saúde humana e como alvo terapêutico. Yu Li e a sua equipa de investigadores da Universidade de Boston desvendam um mecanismo através do qual a AMPK regula a homeostase lipídica, nomeadamente a síntese de triglicéridos e colesterol. De forma indirecta, fica patente, mais uma vez, que as dietas ricas em hidratos de carbono e excedentárias em energia são potencialmente hiperlipidémicas.

Antes um sprint que uma maratona...


ScienceDaily (5 de Abril, 2011) - O exercício é importante para a prevenção das doenças cardiovasculares, especialmente em crianças e adolescentes, mas será todo o exercício benéfico? Um novo estudo publicado hoje no American Journal of Human Biology revela que o exercício de alta intensidade (HIT) é mais favorável do que treino de endurance tradicional.

Proteína: quanto é demais?


Uma das questões mais frequentes em nutrição desportiva é quanta proteína deve ser consumida diariamente. As respostas variam muito com as crenças de quem as dá, mas muito poucos se baseiam em dados concretos. A recomendação oficial para um adulto situa-se nas 0.8 g/kg de peso corporal, um valor inadequado à maioria da população e que urge em ser revisto. Ele baseia-se no uso exclusivo dos aminoácidos fornecidos pela dieta para a síntese proteica em repouso, renegando as mais recentes evidências de um papel metabólico adicional, até mesmo como fonte de energia hepática preferencial. Mas, quanta proteína é demais? Existe um tecto máximo recomendável? Na verdade, existe um limite na capacidade de o corpo metabolizar a proteína e acima do qual podem ocorrer reacções adversas no organismo.

4 de abril de 2011

O capitalismo liberal e a obesidade: existe relação?


Eu tenho uma forte convicção de que as causas para a epidemia de obesidade dos tempos modernos não se limitam a factores biológicos e que também têm um importante componente económico e social, uma artificialidade que influencia significativamente os nossos comportamentos. A disparidade de preços entre os alimentos é apenas uma delas. Avner Offer, economista da Universidade de Oxford, dá mais uma achega a esta temática num artigo relativamente recente publicado na revista Economics and Human Biology. A insegurança económica nos mercados liberais parece ser mais importante do que as próprias desigualdades sociais para o crescente fenómeno da obesidade.

3 de abril de 2011

Estudo recente sugere que o jejum periódico é benéfico para a saúde cardiometabólica


Murray, UT (4/03/11) - O jejum tem sido associado a rituais religiosos, dietas ou acções de protesto. Novas evidências reveladas hoje por investigadores do Intermountain Medical Center Heart Institute demonstram que o jejum periódico pode também ser benéfico para sua saúde e para o seu coração.

A inibição de efectores da via insulínica é um tratamento promissor para o cancro


Durante este fim de semana e até 4ª feira está a decorrer o 102º Meeting da American Association for Cancer Research, na Florida. Ontem, no dia da abertura, foram apresentados os resultados preliminares promissores de um trial ainda em fase I. Johanna Bendel, investigadora no Sarah Connel Research Institute, Nashville está a testar uma combinação de duas drogas inibidoras de MEK e PI3K respectivamente no tratamento e controlo do cancro, duas vias sobre-expressas nas células tumorais. No ensaio participam 27 pacientes que receberam doses diárias diferenciais dos fármacos, num esquema 3 semanas on/1 semana off. Foram observados alguns efeitos secundários como diarreia, fadiga, náuseas e redução do apetite, mas sintomas ligeiros quando comparados ao fardo da doença. Vários pacientes revelaram um decréscimo no tamanho do tumor, incluindo melanomas, cancro da próstata e do pulmão. Segundo Bendel, “Sentimo-nos encorajados por estes resultados preliminares. Fomos capazes de administrar estes agentes em combinado de uma forma segura e estamos a ver sinais precoces de uma actividade anti-cancerígena”.

2 de abril de 2011

O mistério de Roseto, Pennsylvania


Quando falamos em epidemiologia cardiovascular, é incontornável mencionar o “efeito Roseto”. Deparei-me com este estudo diversas vezes enquanto pesquisava para a minha tese e não é raro ainda vê-lo citado em artigos da especialidade. Roseto é uma pequena cidade de imigrantes na Pennsylvania que deu lugar a um dos estudos mais curiosos e empolgantes da medicina moderna. Conhecer e compreender os resultados deste trabalho é essencial em algumas temáticas que tento abordar aqui no blogue. Ilustra na perfeição a ideia de que o ambiente que criamos define aquilo que somos. Podia seleccionar um dos vários textos técnicos sobre o tema ou escrever um, mas não o fiz. Optei por traduzir e adaptar o primeiro capítulo do livro “Outliers, the Story of Success”, da autoria de Malcolm Gladwell, um jornalista e sociólogo britânico residente nos EUA, considerado um dos colunistas mais influentes da actualidade. O autor consegue transmitir como nenhum outro as implicações do estudo nas suas várias dimensões. Como dá para depreender do título, o livro trata o que há de diferente nas pessoas bem sucedidas e que deixaram a sua marca no mundo, tal como Stewart Wolf, o cérebro por detrás do estudo de Roseto, um homem admirável e que, nos anos 60, mudou para sempre a forma de pensar medicina.


1 de abril de 2011

Hidratos de carbono após o treino: qual a melhor opção?


É reconhecido por praticamente todos os atletas, profissionais, wannabes ou recreativos, que a refeição pós-treino é um momento chave para optimizar a recuperação e adaptação ao exercício físico. É uma noção primordial mas enublada por vários mitos e crenças, mas que no essencial tem sido comprovada consistentemente em vários ensaios experimentais. Tratando-se de endurance ou resistência muscular, uma combinação de hidratos de carbono (CHO) e proteína tem-se mostrado eficaz para assegurar um balanço positivo de azoto e a reposição das reservas de glicogénio. Quanto à fonte proteica ideal, poucos contestam que a whey assume um papel de destaque dada a sua rápida absorção, elevado valor biológico e teor em leucina, o aminoácido anabólico por excelência. Mas quanto falamos em hidratos de carbono, a coisa muda de figura e nem todos concordam em relação à melhor fonte. Qual a melhor opção para adicionar à proteína na refeição pós-treino?