23 de maio de 2011

O "Peso Pesado" vs "The Biggest Loser": semana 3


Mais uma semana volvida, mais uma equipa corrida. Desta vez a azul clara com uma perda combinada de apenas 1.7 Kg. Depois de uma segunda semana até positiva, os resultados desta terceira semana foram bastante modestos e ficaram novamente aquém da temporada do "The Biggest Loser" que está a decorrer nos EUA.


Tal como tem sido habitual, aqui fica a tabela comparativa dos resultados da terceira semana entre o "Peso Pesado" e o "The Biggest Loser". Relembro que os valores estão disponíveis nos sites oficiais da SIC e NBC respectivamente. (clique na imagem para ampliar)


Como podemos verificar, os concorrentes Portugueses perderam menos de metade do peso dos seus pares Americanos (1.0% vs 2.4%). Na semana anterior, os participantes do "Peso Pesado" tinham perdido ligeiramente mais peso do que os do "The Biggest Loser" (mais 0.6%),

Quanto a perdas totais, a diferença entre ambos os concursos alarga-se. À terceira semana, os concorrentes do "The Biggest Loser" contavam com uma perda total global de 10.2%, contra os 6.2% que se verificam neste momento no "Peso Pesado",

Se olharmos para os resultados do programa Americano, vemos que existem dois concorrentes que se destacam pela negativa, dois outliers. Ambos ganharam 4 Kg e foram expulsos nessa mesma semana. No "Peso Pesado", a concorrente laranja ganhou 0.3 Kg mas a perda combinada da equipa foi suficiente para a manter na herdade. Para ser sincero, não vi o episódio de ontem e não sei que equipas foram a votação.

Fazer estas comparações semanalmente não nos diz muito quanto à "eficiência" do programa Português em relação ao original, mas será interessante fazer uma pequena análise estatística quando mais dados forem recolhidos. Tentarei fazê-la mais adiante.

Pelas reacções que li hoje, muitas pessoas acham estranho que a Sandra tenha ganho peso ou que o Ricardo não tenha perdido absolutamente nada. Mas estas flutuações são "normais" e todos os que já fizeram dieta sabem que a perda de peso não é linear. O próprio stress começa a atingir níveis crónicos que dificultam a perda de peso. Se, tal como ainda pensam muitos nutricionistas, tudo se resumisse ao equilíbrio termodinâmico calorias ingeridas = calorias gastas, seria bem mais fácil e duvido muito que a prevalência de obesidade fosse a que é hoje.

Não acompanhei regularmente esta semana que passou e portanto não estou em condições de justificar esta fraca performance dos concorrentes com algo que não uma resposta defensiva do organismo. É um fenómeno sobejamente conhecido, especialmente quando os níveis hormonais são mal geridos. Pelo que me têm dito, os treinos parecem estar a aumentar de intensidade mas muito pouco nos é revelado em relação à dieta. Gostaria de saber exactamente o que comem e com que frequência. Pelo que já deu para descortinar, não considero a dieta ideal. É mais um regime hipocalórico condenado ao fracasso a longo prazo. Quanto maior o deficit energético, menos gastamos e isto é algo de que muito boa gente se precisa de capacitar. Neste aspecto julgo que o "Peso Pesado" poderá ser bastante didáctico. Mas nunca como um modelo a seguir.

Cá estaremos para ver o que aí vem...



1 comentário:

  1. "É mais um regime hipocalórico condenado ao fracasso a longo prazo".

    Concordo plenamente Sérgio.

    Abraços
    Flávia

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