15 de junho de 2011

A dieta Paleolítica considerada eficaz na prevenção de doenças cardiovasculares


O Dr. Richard Kones publicou muito recentemente a revisão mais extensa que conheço sobre a prevenção primária da doença coronária. Com mais de 600 referências e 56 páginas, o artigo varre todas as propostas mais recentes e os métodos de redução do risco cardiovascular. Segundo o autor, uma combinação de abordagens alimentares, ecológicas e sociais serão necessárias para atenuar o elevado peso que as doenças cardíacas têm no presente. Para ser sincero, só me deram nota do artigo hoje e ainda não o li com atenção. Toda aquela informação precisa de mais tempo para ser digerida. Mas foi com regozijo que vi a dieta Paleolítica ser considerada uma estratégia preventiva eficaz para as doenças cardiovasculares.


O autor critica o uso de estatinas e outras drogas como medida preventiva primária, questionando mesmo a sua eficácia e custo-benefício. Trata-se de um debate sem fim à vista e muito ligado à hipótese dieta-risco cardiovascular. Em sequência, Richard Koner diz-nos que,

“nenhum cardiologista responsável questiona o valor da prevenção primária antes da terapia farmacológica. Indivíduos que seguem uma dieta Mediterrânea ou Paleolítica e que atingem uma prevenção cardiovascular ideal não necessitam de qualquer terapia”.

É igualmente rejubilante ver citado um artigo da autoria de dois meus amigos e jovens investigadores (mas infelizmente para eles não tão jovens como eu): o Pedro Carrera-Bastos e o Maellan Fontes-Villalba. É o reconhecimento de um trabalho notável no tema da evolução da dieta e implicações na saúde humana, com dois “gigantes” de renome como tutores, os professores Loren Cordain e Staffan Lindeberg.

Para mim e outros mais, a posição do Dr. Koner não traz nada de novo. Uma dieta estilo Paleo, adaptada aos tempos modernos, tem benefícios que vão bem além da redução do risco cardiovascular. As fundações são sólidas e até o mais céptico dos médicos ou nutricionista ficaria sensibilizado com todas as evidências que se acumulam a um ritmo alucinante. Seria apenas preciso algum interesse pela literatura científica, e de uma forma transversal, não limitada a uma disciplina específica. Não existem fronteiras na ciência.



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