7 de julho de 2011

Quase todas as crianças consomem pizzas e refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana


Mais de 90% das crianças portuguesas comem pizzas ou batatas fritas de pacote e bebem refrigerantes pelo menos quatro vezes por semana e apenas 0,1% consome água diariamente.


Os dados resultam de um inquérito feito a mais de 3000 pais de crianças do primeiro ciclo, que foram hoje apresentados pela nutricionista Ana Rito na Conferência Internacional sobre Obesidade Infantil, que decorre em Oeiras.

Segundo as respostas dos pais, 96% das crianças bebem refrigerante pelo menos quatro vezes numa semana e 94% comem batata frita de pacote, pipocas ou aperitivos salgados com a mesma periodicidade.

Pizzas, hamburgueres ou salsichas são consumidos por 93% quatro vezes em cada sete dias, o mesmo acontecendo com rebuçados, gomas ou chocolates em 88% dos meninos.

"Os alimentos que foram consumidos frequentemente correspondiam na sua maioria aos alimentos de reduzida densidade nutricional", refere o estudo, concluído em 2010, que analisou os hábitos alimentares e os níveis de obesidade nas crianças portuguesas.

Já nos alimentos ou bebidas considerados saudáveis, verifica-se um baixo consumo. Menos de um por cento das criancas bebe água todos os dias, dois por cento come fruta fresca diariamente e só 3,5% introduz hortícolas nas refeições diárias.

Ainda segundo o inquérito realizado aos pais, mais de 60% das crianças nunca come fruta fresca.

Um terço das crianças portuguesas tem excesso de peso e Portugal é um dos países da Europa com piores indicadores na obesidade infantil, segundo um estudo apresentado nesta conferência.

A análise foi feita em 13 países europeus e Portugal é um dos países com maior prevalência de peso a mais em crianças, com a Itália a surgir em primeiro lugar.

“Temos 14% de crianças com obesidade e 32% com excesso de peso”, afirmou à agência Lusa a nutricionista Ana Rito. Um índice de massa corporal a partir do percentil 85 é considerado excesso de peso e acima de 95 é considerado obesidade.

Fonte: Destak/Lusa




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