8 de novembro de 2012

A ingestão de Magnésio parece associada a um menor risco de cancro colorectal



Alguns estudos epidemiológicos sugerem que a ingestão de magnésio na dieta está associada a um decréscimo no risco de cancro colorectal. Muito recentemente foi publicada uma meta-análise da literatura mais actual que veio esclarecer sobre a robustez desta relação. Com base nos resultados, um consumo adequado de magnésio parece de facto associado a um menor risco de cancro do cólon.

O magnésio é o 
quarto mineral mais abundante no organismo e desempenha funções vitais, intervindo em mais de 300 reacções metabólicas. Ele é necessário para produção de energia, contracção do músculo esquelético e cardíaco, ajuda a regular os níveis de açúcar, mantém a saúde óssea, assegura um sistema imunitário forte, ajuda a gerir o stress, intervém na síntese proteica, entre outras funções.

O magnésio está presente numa variedade de alimentos mas, infelizmente, a dieta moderna ocidental é, de um modo geral, pobre neste nutriente. Para além do reduzido aporte, o desequilíbrio na ingestão de outros minerais como o cálcio, o café e o álcool são apenas alguns dos factores que comprometem a absorção do magnésio. A carência crónica pode ser detectada através de uma análise ao magnésio dos glóbulos vermelhos, indicadores mais fiáveis e robustos do que os níveis de magnésio livre.

Os vegetais verdes, em particular os mais escuros como o espinafre, são ricos em magnésio uma vez que este faz parte da clorofila. As leguminosas e os cereais integrais são também uma fonte a considerar. As oleaginosas, como as amêndoas e cajus, são alimentos riquíssimos em magnésio que podem ser incluídos na dieta.

G-C Chen, Z Pang e Q-F Liu. "Magnesium intake and risk of colorectal cancer: a meta-analysis of prospective studies". European Journal of Clinical Nutrition (2012) 66, 1182–1186


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