5 de dezembro de 2012

A Vitamina D ajuda a prevenir o cancro da mama


A toda-poderosa Vitamina D está em alta. Um estudo que envolveu 67 721 mulheres em França mostrou que é necessário um nível mínimo de Vitamina D para prevenir o cancro da mama, difícil de atingir nas latitudes mais a Norte devido a uma menor exposição à radiação solar, especialmente no Inverno. Uma equipa Americana liderada por Sharif Mohr reviu os dados científicos que relacionam a Vitamina D com o cancro segundo os critérios de Hill (para estabelecimento de uma relação causal). Após esta avaliação, os investigadores encontraram uma correlação inversa entre os níveis de Vitamina D e o cancro da mama que indicia causalidade.


O cancro da mama é o tipo oncológico mais comum entre as mulheres. Embora as probabilidades de recuperação sejam altas, cerca de 90%, isto é apenas possível quando o tumor é detectado precocemente. Além disso, o tratamento é penoso e envolve muitas vezes uma mastectomia que mutila o corpo e fragiliza a mulher psicologicamente. Uma vez que a incidência de cancro da mama aumenta anualmente, os métodos de diagnóstico precoce são de especial interesse para os cientistas. Há já algum tempo que se sabe que níveis elevados de Vitamina D parecem reduzir o risco de cancro da mama, uma observação deriva tanto de estudos epidemiológicos como laboratoriais.

"O modo de vida moderno faz com que as mulheres ocidentais passem pouco tempo ao sol. Embora até uma exposição curta seja suficiente  para a produção de Vitamina D, muitas mulheres sofrem de uma insuficiência pronunciada. Altos níveis de Vitamina D reduzem o risco de cancro da mama e também oferecem protecção contra muitas outras doenças. No Hemisfério Norte, o nível de luz solar de Setembro a Maio é muitas vezes insuficiente para que o corpo produza as quantidades necessárias de Vitamina D".

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1) Sharif B. Mohr,1,2,* Edward D. Gorham,1,2 John E. Alcaraz,3 Christopher I. Kane,1 Caroline A. Macera,3 J. Kellogg Parsons,4 Deborah L. Wingard1 and Cedric F. Garland1,2 1Division of Epidemiology; Department of Family and Preventive Medicine; University of California San Diego; La Jolla, CA USA; 2Naval Health Research Center; San Diego, CA USA; 3Department of Epidemiology and Biostatistics; San Diego State University; San Diego, CA USA; 4Division of Urologic Oncology; Department of Surgery; Moores Cancer Center; University of California San Diego; La Jolla, CA USA

2) Pierre Engel1,2, Guy Fagherazzi1,2, Sylvie Mesrine1,2, Marie-Christine Boutron-Ruault1,2, and Francoise Clavel-Chapelon1,2 1Inserm, CESP Centre for Research in Epidemiology and Population Health, U1018, Nutrition, Hormones and Women's Health Team, and 2Paris South University, UMRS 1018, F-94805, Villejuif, France



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