5 de dezembro de 2012

Novas regiões no genoma relacionam o desenvolvimento uterino com o metabolismo na vida adulta e doença




Investigadores identificaram 4 novas regiões no genoma que influenciam o peso à nascença, fornecendo novas evidências de que os genes, bem como a alimentação materna, são importantes para o crescimento no útero. Dessas 4 regiões, 3 estão também relacionadas com o metabolismo no adulto, ajudando a explicar porque os bebes pequenos têm maior probabilidade de sofrer mais tarde de doenças crónicas como diabetes e hipertensão.


"As nossas descobertas acrescem às evidencias crescentes de que eventos durante o desenvolvimento fetal podem ter um impacto significativo na nossa saúde quando adultos. No entanto, estes genes apenas nos contam parte da história. É importante que compreendamos quanto se deve à genética e quanto é devido ao ambiente em que crescemos para que possamos desenvolver estratégias para prevenir a doença na vida adulta", disse o Professor Mark McCarthy, co-autor do estudo.

Não é claro como estas regiões genéticas afectam tanto o peso à nascença como o metabolismo na vida adulta, embora a descoberta dê algumas pistas sobre os mecanismos envolvidos. Por exemplo, as duas regiões que associam o peso à diabetes também estão associados aos níveis de insulina, uma hormona não só importante para a regulação dos níveis de açúcar mas também como factor de crescimento nos primeiros anos de vida.

"Estas descobertas dão-nos importantes pistas sobre os mecanismos responsáveis pelo controlo do crescimento do bebé no útero e podem eventualmente proporcionar um melhor entendimento de como lidar com problemas de desenvolvimento durante a gravidez"

Este estudo foi publicado recentemente online na Nature Genetics.

Horikoshi et al. New loci associated with birth weight identify genetic links between intrauterine growth and adult height and metabolismNature Genetics, 2012; DOI: 10.1038/ng.2477




Sem comentários:

Enviar um comentário