15 de janeiro de 2013

Novas regras publicitárias dos produtos para perda de peso

No Reino Unido, a autoridade que regula a publicidade (Committee of Advertising Practice), publicou recentemente novas guidelines para os produtos e serviços alegadamente destinados à perda de peso. E não foram nada meigos...


A partir de agora não será possível dizer que se perderá X peso em Y tempo, que é possível perda de gordura localizada, direccionar campanhas publicitárias a menores, dizer que a perda será fácil e permanente, sugerir que se pode comer à vontade e continuaremos a perder peso, fazer alegações não suportadas pela evidência, promover substâncias que supostamente se "ligam e eliminam" a gordura alimentar, e dizer que um determinado produto ajuda a eliminar toxinas do organismo.

Na verdade, as novas regras comunitárias são igualmente restritas e para 2013 veremos grandes mudanças na forma como os produtos para perda de peso são publicitados. As alegações terão de ser aprovadas pela EFSA e, neste momento, o único suplemento a que é permitido alegar um efeito na perda de peso é o glucomanano (uma fibra solúvel que atrasa o esvaziamento gástrico, presente em suplementos como o Slim Intense da Gold Nutrition).

Se ouvem rádio, certamente reparam que a Depuralina já não ajuda a perder os kilos a mais... Agora ajuda a perder os "excessos acumulados". Uma pequena manobra mas que faz toda a diferença... Já agora, se conhecerem uma estação que não passe o anúncio digam-me por favor...



5 comentários:

  1. Experimente a Antena 3...

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  2. Qual a diferença dos suplementos para a perda de peso para os suplementos que ajudam a resolver tudo e mais alguma coisa?

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    1. Bom dia,

      a questão é ao contrario. não possou a ser proibido. as designadas "alegações de saúde" não foram ainda aprovadas (de mais de 2200 substâncias foram analisadas apenas 200 - basicamente vitaminas e minerais). Portanto, não é correcto dizer-se que foi proibido, não foi ainda publicado, até lá usam-se as alegações que se usavam até agora.

      por exemplo, no seu post "Duas plantas promissoras no tratamento da diabetes" se fosse um suplemento alimentar (e atenção porque o que diz refere-se apenas a suplementos alimentares) - não teria ainda as alegações de saúde aprovadas. dizendo isso está a infringir a lei? pois... é uma questão de interpretação. há quem diga "não está publicado não pode", há quem diga "até estar publicado pode".



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