30 de janeiro de 2013

Primeiras guidelines para o tratamento da diabetes tipo 2 em crianças


Pois é... Sinais dos tempos. A Academia Americana de Pediatria publicou há dias as primeiras guidelines para o tratamento da diabetes tipo 2 em crianças e adolescentes até aos 18 anos. A epidemia tendencialmente crescente de obesidade infantil traz consigo doenças crónicas que antes se pensava ser apenas dos adultos. E como sabemos, este não é um problema somente dos EUA. Portugal é um dos países com piores indicadores de obesidade em crianças.


Apesar da diabetes tipo 1, de origem autoimune, ser relativamente frequente em crianças, a tipo 2 é um fenómeno recente em tudo associado à obesidade infantil. Por incrível que pareça, há crianças de 6 anos a serem diagnosticadas com diabetes tipo 2.  E, citando uma pediatra Americana em reacção às guidelines, "a diabetes e as suas complicações são dispendiosas. Nós queremos garantir que estas crianças são tratadas, porque, no final, vamos todos pagar por isso". Na verdade, a diabetes tipo 2 na infância conduz a problemas de saúde mais cedo do que nos adultos e é mais difícil implementar mudanças no estilo de vida. Talvez seja aqui também necessário um trabalho de consciencialização dos pais, que, diga-se em abono da verdade, deveria ser proactivo e não reactivo.

Mas indo às guidelines, na verdade não há nada de novo a não ser a terapia com fármacos. A insulina passa a ser recomendada em regime temporário. Nos casos menos graves, a primeira opção deverá ser a metformina, um agente sensibilizante à insulina. As directivas para a prática de exercício físico (pelo menos 1h por dia) e uma alimentação adequada estão também obviamente presentes.

Estas recomendações poderão ser necessárias (talvez), mas não deixam de ser um péssimo sinal dos tempos. Significam que as medidas proactivas estão a falhar ou são insuficientes. O futuro que se avizinha não parece ser nada risonho.





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