18 de fevereiro de 2013

Impacto do parto e amamentação no microbioma e saúde do bebé


Já vai longe no tempo a ideia de que a microbiota intestinal tinha uma importância menor na nossa saúde. E se existe uma altura crítica para a colonização do intestino, é sem dúvida o período pós-natal. A forma de parto, cesariana ou vaginal, e a alimentação, amamentação ou fórmula, são escolhas críticas com uma enorme influência na saúde futura da criança. Um estudo Canadiano vem agora desvendar quais as principais diferenças no microbioma entre estes factores críticos.


As bactérias intestinais desempenham um importante papel na saúde, ajudando-nos a digerir os alimentos, regular o movimento intestinal, protegendo-nos de infecções, e favorecendo o desenvolvimento de um sistema imunitário forte. Um desequilíbrio na flora está associado a doenças como alergias, cancro, asma, entre outras.

Os investigadores descobriram que as crianças nascidas por cesariana tinham carência nas espécies Escherichia-Shingella e Bateroides, comparativamente às de parto normal. Por seu lado, os bebés alimentados com fórmulas revelaram uma sobre-representação de Clostridium difficile.

"Queremos que os pais e médicos se apercebam de que as suas decisões relativamente à cesariana e amamentação têm um impacto no microbioma do bebé, com efeitos potencialmente duradouros na vida da criança", refere Meghan Azad, autor do estudo. "As consequências das decisões relativas ao modo de parto e dieta do bebé não são para subestimar. Crianças nascidas por cesariana têm maior risco de asma, obesidade e diabetes tipo 1, enquanto que a amamentação parece ser protectora contra estas e outras doenças".

"Estas questões são muito relevantes para os pais e profissionais de saúde, e devem ser consideradas quando escolhas como a cesariana são discutidas". Fica o alerta...



3 comentários:

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  3. Uma questão muito discutida hoje em dia na nossa sociedade.
    Continuo a dizer que nos esquecemos que somos animais que evoluimos num sistema equilibrado e que dita as suas próprias regras, cabendo-nos a nós, simples espécie, egocentrica, acatá-las.
    As mulheres não querem dores de parto não querem amamentar porque dói porque destrói o peito, enfim pela comodidade, pondo de parte aquilo que mais importa, o filho que depende das suas escolhas. Esse comportamento contínua, na maioria dos casos, para a infância adolescência.
    Este post daria um blog não fosse a o apoio científico que sempre usas como a+b acabando com todas as incongruencias que vamos ouvindo lendo e observando.
    Parabéns pelo blog.

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