9 de abril de 2013

A força da congruência na promoção de hábitos saudáveis


Ontem à noite estava a passar pelas notícias e deparei-me com esta. "Médicos saudáveis fazem pacientes saudáveis". Num trabalho publicado no Canadian Medical Association Journal, os investigadores relatam que os doentes de médicos que praticavam aquilo que recomendavam aderiam mais facilmente a esses comportamentos. Por exemplo, era mais provável um paciente tomar a vacina para a gripe se o seu médico já o tivesse feito.

Não é pela notícia em si que vos falo disto, mas torna-se oportuno falar-vos um pouco da minha posição relativamente à nutrição e exercício. Todo o meu sistema se gere por um princípio: congruência. Ser aquilo que eu quero que os outros sejam. Aquilo que eu acho bom para os outros é bom para mim também. E quando violo este princípio, entro em colapso interno. Não vai funcionar!

Claro que a competência técnica de um nutricionista ou profissional do exercício não se mede pelo que come ou pela sua forma física. Mas para ser sincero, a minha primeira sessão com um nutricionista "gordo" seria a última. A não ser claro que esse fosse o meu objectivo. Esta é a forma como eu vejo as coisas. Correcta ou não, não sei. Mas até agora tem funcionado bem.

"Be the change you want to see in the world"
- Gandhi

... e ele seria um sítio melhor.

6 comentários:

  1. Gordo ou obeso? Então não existem causas da obesidade que não a hiperfagia ou falta de exercício físico? Um pouco excessivo este post.

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    1. Claro que estava a pensar apenas em comportamentos menos concordantes com a profissão. Essas situações são muito particulares, e felizmente raras.

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  2. Sergio,concordo inteiramente consigo. Como aspirante ávida em trabalhar no mundo do exercicio fisico,acho q a nossa imagem tem um papel importante no q conseguimos transmitir aos outros enquanto agentes e,acredito, promotores de bem-estar.
    Optimo trabalho mais uma vez.

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    1. Está a ver mal.

      Um nutricionista não é melhor ou pior por ser gordo ou magro. Aliás, tive uma nutricionista que era excelente e com a qual obtive os melhores resultados de sempre e, adivinhe-se, era gorda.

      Da mesma forma que um treinador de futebol não é melhor ou pior por saber jogar à bola (veja-se Mourinho).

      Tal como um PT de treino para hipertrofia não é melhor ou pior por ser muito musculado, pouco, magro ou gordo. Ou de qualquer outra modalidade.

      O que interessa é a conhecimento e a forma como se consegue aplicá-lo ou transmiti-lo, nada mais.

      Pode eventualmente influenciar a forma como são percepcionados os profissionais em causa... Mas em nada influencia a competência.

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    2. Concordo em parte, tal como disse no artigo. É uma questão de princípio... Pessoal apenas e o artigo deve ser encarado como tal. Se recomendo alguma coisa, tenho de ser o exemplo. Não é uma questão de competência, é uma questão de congruência.

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