19 de abril de 2013

A regulação e segurança dos suplementos alimentares


A minha posição relativamente à regulação do mercado de suplementos alimentares sempre foi clara: devem ser regulados como medicamentos, sujeitos ao mesmo rigor de produção e GMP (Good Manufacturing Practices), e não como meros alimentos que não são. Estou confiante que isto evitaria resultados como os apresentados agora no Journal of the American Medical Association, que em nada abonam um mercado já visto com desconfiança. E por vezes com muita burrice pelo meio... 

Entre 2004 e 2012, os suplementos alimentares representaram mais de metade dos produtos retirados pela FDA do mercado por terem uma "probabilidade razoável de que o uso ou exposição poderá causar consequências sérias para a saúde ou morte". A contaminação ou utilização de substâncias proibidas é a causa mais comum, e que pode ter (e muitas vezes tem) implicações sérias para o utilizador. Infelizmente, nos EUA a política tem sido de pôr no mercado primeiro e fazer perguntas depois. Além disso nem sempre é fácil chegar até ao produtor e alcançar toda a linha de distribuição do produto.

Também sempre vos disse que, em geral, os suplementos alimentares produzidos dentro da UE são por norma mas seguros e sujeitos a regras bem mais apertadas. Quando possível, são a minha opção mesmo pagando mais por eles. É importante também procurar certificados de qualidade (GMP e outros) que nos dêem mais garantias de que estamos a tomar realmente o que pretendemos, nas doses que queremos. Acreditem que isto nem sempre acontece... O barato muitas vezes sai caro, e a saúde não tem preço (certo?).


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