3 de abril de 2013

Ser pago para perder peso? Melhor se for em grupo...


Cada vez mais empresas nos EUA estão a dar incentivos financeiros aos seus colaboradores para adoptarem hábitos saudáveis - perder peso e deixar de fumar por exemplo. Esta estratégia tem tido um sucesso notável, como é o caso da Mayo Clinic que vos falei há uns tempos. Receber dinheiro se forem atingidos os objectivos propostos, ser punido se ficar aquém. Mas um estudo agora publicado no Annals of Internal Medicine sugere uma estratégia ainda melhor. Em vez de se avaliarem resultados individualmente, parece mais eficaz recompensar ou punir um grupo pelos seus resultados globais. Isto porque existe pressão dentro do grupo para que os seus elementos se esforcem mais para alcançar o objectivo. Um estímulo para não deixar ficar mal os seus pares.


Confesso-vos que acho esta estratégia muito interessante e gostaria de a ver implementada em algumas empresas do nosso país. O que não sei é se conseguirão tão cedo perceber o impacto positivo que poderia ter tanto na produtividade como na coesão de grupos. Ver um pouco mais além...

Jeffrey T. Kullgren, Andrea B. Troxel, George Loewenstein, David A. Asch, Laurie A. Norton, Lisa Wesby, Yuanyuan Tao, Jingsan Zhu, Kevin G. Volpp. Individual- Versus Group-Based Financial Incentives for Weight LossA Randomized, Controlled TrialAnnals of Internal Medicine, 2013; 158 (7): 505-514 [link]

4 comentários:

  1. E que tal um agravamento do IRS para obesos e fumadores ?

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    1. A tendência punitiva tem pouco impacto na mudança de comportamentos. Embora haja ideias (peregrinas, digo eu) neste sentido. Porque não punir também os que estão no sofá mais de 3 horas, os que permanecem no computador, os que desperdiçam Água, os que gastam luz, os que não reciclam... Só com um policia atrás de cada cidadão. MOTIVAÇÃO /REFORÇO POSITIVO, VALORIZAR BENEFÍCIOS, AJUDAR A PLANEAR E IMPLEMENTAR AS MUDANÇAS (PEQUENAS E OBJECTIVAS), AJUDAR A LIDAR COM BARREIRAS entre outras são factores que a investigação demonstra serem estratégias mais eficazes e sobretudo com melhores resultados a médio/ longo prazo. Só ainda não percebi porque, especialmente os técnicos (de saúde ou não) têm tanta dificuldade em mudar a sua forma de fazer promoção de saúde. Talvez com um agravamento do IRS...

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    2. Esta estratégia é (mesmo) muito interessante, mas concordo consigo, será (seria) necessário ter visão, quanto mais não fosse estratégica, no próprio interesse da empresa ao nível da produtividade, eficiência, empenho e compromisso por parte dos trabalhadores. Obrigada pela divulgação (interessante e cientifica) não comprometida que faz no seu Blog que sigo com muito interesse e divulgo nas diferentes comunidades em que vivo.

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