24 de maio de 2013

A apigenina e o cancro


São vários os fitonutrientes com influência no desenvolvimento e progressão do cancro. Compostos como a curcumina, quercetina, 6-gingerol, resveratrol, catequinas são conhecidos pelo seu potencial efeito anti-carcinogénico, restaurando o normal funcionamento das células e devolvendo-lhes a capacidade de "suicídio" quando algo corre mal. Mas à excepção da curcumina, alguns destes fitoquímicos estão ainda pouco estudados fora das caixas de petri. Outros estão apenas associados ao cancro em estudos epidemiológicos, como o valor que isso tem (quase nulo...).

Um composto que podemos adicionar à extensa lista é a apigenina, presente na salsa, aipo, e camomila, por exemplo. De acordo com investigadores da Universidade de Ohio, a apigenina parece normalizar o splicing do mRNA, um processo que está alterado em grande parte das células cancerosas (da mama por exemplo). O restauro da "mecânica celular" poderá devolver a capacidade de se auto-destruir antes da progressão para cancro.


Principais fontes de apigenina:


Para alguns, estes efeitos dos nutrientes parecem algo de esotérico. Na verdade, não há nada de voodoo magic aqui. Resultados como este têm sido consistentes. O que poderemos discutir é a eficácia terapêutica, embora os estudos necessários nem sequer tenham sido conduzidos. Aos olhos da medicina mainstream, será pouco ético privar um doente do tratamento convencional, que se acredita ter efeito. Há problemas com a própria distribuição, biodisponibilidade e análise da segurança destes compostos que têm de ser resolvidas primeiro. De qualquer forma, o poder dos alimentos está essencialmente na prevenção. Aqui a nutrição assume um papel central que, infelizmente, ainda não tem o lugar devido na medicina moderna.


1 comentário:

  1. É verdade. A apigenina destroi os estrogeneos, que promovem o cancro

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