6 de maio de 2013

A biologia da compulsão alimentar - diferenças entre sexos


É conhecido que as mulheres são mais susceptíveis aos distúrbios alimentares, entre os quais a bulimia, marcada por episódios de ingestão compulsiva acompanhados de comportamentos compensatórios como a indução do vómito. A maior incidência nas mulheres tem sido sempre associada a pressões sociais e psicológicas artificiais. Mas um estudo agora publicado sugere que a biologia também terá uma palavra a dizer. Estas diferenças entre sexos existem também em ratinhos, não sujeitos às pressões psicosociais que afectam os humanos. Num trabalho pioneiro publicado no International Journal of Eating Disorders, Kelly Klump e a sua equipa verificaram que os episódios de binge eram até 6 vezes mais frequentes nas fêmeas quando a ração habitual era substituída por um gelado de baunilha. Existiram provavelmente mecanismos de "recompensa" associados mas que não foram explorados neste estudo. A biologia parece ter um papel importante nas diferenças entre sexos no comportamento alimentar, algo reconhecido e observado, mas que só agora começa a ser estudado. Se os processos forem compreendidos será possível desenvolver novas estratégias de tratamento mais eficazes.

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