13 de maio de 2013

A poluição aumenta a resistência à insulina em crianças


Os elevados níveis de poluição que observamos nos dias de hoje têm consequências a nível da saúde e qualidade de vida. Doenças cardiovasculares e stress oxidativo são apenas dois exemplos de um leque vasto, e do qual ainda só levantámos a pontinha o véu. Outro parece ser a resistência à insulina em crianças segundo um estudo prospectivo publicado recentemente por uma equipa Alemã. Um grupo de crianças foi acompanhado durante 10 anos, avaliando-se a associação entre os níveis de poluição ao nascimento e indicadores da sensibilidade à insulina (HOMA-IR). Os resultados mostram que as crianças com maior exposição a poluentes, tanto dióxido de azoto como partículas, eram mais resistentes à insulina, um factor de risco bem caracterizado para diabetes e obesidade.A proximidade a uma estrada primária aumentou o risco em 7% por cada 500 m.


Porque são estes resultados importantes? Bom... Quando falamos de saúde e homeostase glicémica, a tendência é para nós valorizar-mos aspectos mais fáceis de controlar: dieta e exercício. Mas a verdade é que estas doenças metabólicas do Mundo Moderno são resultado de uma conjugação sinérgica de factores que se estendem ao ambiente, stress, comportamentos, emoções, e todos os aspectos que se manifestam na nossa bioquímica. Será que os podemos controlar todos? Provavelmente não, mas devemos fazer o melhor possível.


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