12 de maio de 2013

As estatinas provocam deformações nos neurónios com implicações neuro-cognitivas


A fobia do colesterol foi uma oportunidade para o desenvolvimento de drogas como as estatinas. Ou foi o desenvolvimento de drogas como as estatinas que originou a fobia do colesterol? Bom... Agora isso não interessa. O importante é que estas drogas têm efeitos secundários sérios em algumas pessoas, como dores musculares, "confusão", e perda de memória. Enquanto que o primeiro estará muito provavelmente relacionado com a inibição da síntese de coenzima Q10, a neurodegeneração e sintomas cognitivos não estão tão bem caracterizados. Mas uma equipa de investigadores Norte-Americana publicou agora resultados interessantíssimos sobre os efeitos das estatinas na morfologia dos neurónios. Ao que parece, as estatinas provocam deformações nos axónios, uma espécie de inchaço tipo colar de pérolas. Segundo os autores, estas bolsas ainda não caracterizadas deverão provocar uma interrupção na transmissão de sinais nervosos nos neurónios, explicando assim os sintomas neuro-cognitivos associados à terapia com estatinas.




Como com todas as drogas, nem toda a gente desenvolve este tipo de manifestações. É possível que exista um background genético mais propício, e é na sua caracterização que a equipa se debruça agora. Mas sendo conhecida a minha posição relativamente ao colesterol, quero apenas deixar-vos um alerta para os efeitos que estes fármacos podem ter, e que infelizmente são prescritos como se de rebuçados para a tosse se tratassem.

5 comentários:

  1. Já tomei estatinas, um dos efeitos que detetei foi o aumento do CPK.

    Sei que os "médicos" muitas vezes prescrevem estatinas a pacientes com níveis de vitamina D baixíssimos, em termos musculares isto deve ser um mix explosivo ?

    Ha uns meses consegui que um familiar vitima de de um AVC deixasse de tomar simvastatina (10 mg) adicionalmente expus a pessoa ao Sol e ministrei-lhe vitamina D. O efeito foi começar a andar(estava numa cadeira de rodas)alivio de dores e melhoria da mobilidade. Porém no sitio onde esta internado alguém achou que o "colesterol estava alto " e achou por bem dar-lhe 20 mg de simvastatina. Resultado aumento de dores musculares e redução acentuada da mobilidade.




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  2. Sergio, penso que a grande questão não e o colesterol mas sim a gestão das lipoproteinas. Nunca encontrei nenhum medico cardiologista nos mais reputados hospitais da região de Lisboa que abordasse comigo este tema, apesar de ter tido há uns anos um enfarte do miocárdio. COQ10, Niacina, Lp(a), Dimensão das pariculas de LDL, para todos eles é ciencia extra-terrestre. Apesar de ter tomado estatinas o enfarte não foi evitado e a unica coisa que consegui foi um aumento do CPK. Nesta fase da minha vida não dou mais para o peditório das estatinas pois sei que existem outras vias mais eficazes e seguras para conseguir os meus objectivos.

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    1. Compreendo totalmente o que me diz e obrigado pelo testemunho. Mas também nos cabe a nós trazer esses assuntos à praça pública para que sejam discutidos. A partir de um certo ponto é impossível continuar a por a cabeça na areia e ignorar os factos.

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    2. Boa noite, para além de ser estudante de nutrição, sofro de hipercolesterolémia familiar e derivado a isso tomo estatinas, nomeadamente numa primeira fase a pravastatina e agora para atorvastatina...Gostaria de saber o que me aconselham a fazer, visto que se as estatinas são tão prejudicais, gostaria de saber se existem alternativas as estatinas para baixar o colesterol...Muito obrigado

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    3. Olá Luis,

      Essa uma escolha pela qual terás de ser responsável. E sendo estudante de nutrição, aconselho vivamente que estudes o assunto porque há imensa coisa publicada. Não existem alternativas tão eficazes como as estatinas para baixar o colesterol. Além disso, as estatinas têm efeitos que vão além desse, nomeadamente como anti-inflamatório, suspeitando-se que seja por isto que surgem associadas a uma redução do risco cardiovascular. Então o problema é o colesterol ou a inflamação? ;)

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