30 de maio de 2013

Os ftalatos aumentam o risco de hipertensão em crianças


Cada vês mais vamos estando alerta para os perigos dos xenobióticos, e os ftalatos são possivelmente a classe mais falada, no mau sentido. Eles estão presentes nos plásticos, embalagens de alimentos, cosméticos, e no nosso corpo. As consequências vão sendo conhecidas aos poucos, existindo já indícios de que possam comprometer a saúde cardiovascular, nomeadamente a função das nossas artérias. As crianças são um grupo particularmente susceptível aos ftalatos, em especial num quadro de obesidade propício a bioacumulação e maior exposição. Num artigo publicado a semana passada, uma equipa de investigadores relaciona pela primeira vez os níveis de ftalatos urinários e a pressão arterial em crianças. Quanto maior a exposição a estes químicos, maior o risco de hipertensão, cada vez mais comum em crianças com excesso de peso. Na verdade, este aumento da pressão arterial foi bastante modesto mas significativo.


Convém sublinhar mais uma vez que se tratou de um estudo observacional. Logo, não desenhado para estabelecer uma relação causa-efeito. Mas os trabalhos científicos que associam estes xenobióticos da indústria a riscos de saúde vão-se acumulando. Há razões para acreditar que existem perigos escondidos na embalagem do mais inocente alimento ou na composição dos cremes usados no dia-a-dia. E tudo isto passa para o organismo. Assim sendo, temos um problema entre mãos. Não é fácil eliminar por completo a exposição, mas antes que sejam tomadas medidas políticas para lidar com o problema, cabe-nos a nós reduzir o contanto com este tipo de químicos.

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