12 de julho de 2013

A obesidade no homem aumenta o risco de disfunções metabólicas nos filhos


Já vos falei aqui da influência que a dieta e estilo de vida paterna tem no desenvolvimento da criança [link]. Não numa perspectiva comportamental e de hábitos, que certamente também terá o seu contributo, mas numa regulação e reprogramação epigenética que ditam o perfil metabólico durante a sua vida. Estamos já mais alerta para os factores de risco maternos, como o tabagismo, álcool, obesidade, e outros,  mas tudo indica que os perigos vêm de ambas as partes. Um estudo com ratinhos agora publicado no FASEB J [link] mostra que a descendência de machos obesos tem uma maior probabilidade de vir a sofrer de obesidade e doenças metabólicas como a diabetes. As fêmeas parecem estar em maior risco, emboras ambos os sexos da progenia sejam afectados de alguma forma. Segundo os dados, a explicação está mais uma vez na transmissão de certos microRNAs, pequenas sequências de ácidos nucleicos que condicionam a expressão dos genes, reprogramando o desenvolvimento do feto e predispondo a um maior risco de disfunções metabólicas.

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Bem sei que se trata de um estudo com animais e que não devemos transpor estes resultados directamente para a espécie Humana. Mas tendo em conta aquilo que já sabemos sobre a hereditariedade da obesidade [link], não tenho grandes dúvidas de que algo semelhante possa também acontecer connosco. O fardo da responsabilidade da saúde do bebé, ainda antes mesmo da concepção, não está só na mãe. Que legado queremos deixar aos nossos filhos?

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