3 de setembro de 2013

Publicidade a fast food para crianças: mais aos brinquedos que à comida


As crianças são um alvo fácil e apetecível para as cadeias de fast food. Não só pelo consumo directo, mas também porque arrastam os adultos com elas. A OMS assumiu recentemente que a publicidade a fast food destinada a crianças era desastrosa e com um impacto profundo na epidemia de obesidade que evidenciamos hoje [link]. O marketing é agressivo e explora as fragilidades do grupo a que se destina. Um estudo agora publicado no PLoS ONE revela como a publicidade destinada a crianças e a adultos se distingue [link]. Enquanto que para os últimos se foca no alimento em si, para as crianças centra-se nos brindes, embalagens apelativas, e no espaço do restaurante. Não é a comida que vende, é sim toda uma estratégia de marketing assustadoramente eficaz, veiculada muitas vezes em canais televisivos vocacionados para as crianças. A própria OMS e União Europeia reconhecem a necessidade de regular este mercado, embora a vontade política não se tenha refletido em acções concretas. Tal como acontece para o tabaco por exemplo, a publicidade a fast food para crianças deveria obedecer a regras rígidas, ou desaparecer por completo. Começar por proibir a oferta de brindes com os menus infantis seria um início, o que aliás já é feito em alguns estados Americanos.


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