29 de dezembro de 2014

Curso Avançado de Nutrição Clínica: Uma Visão Funcional e Personalizada


Já na sua 3ª edição, o Curso Avançada de Nutrição Clínica da Nutriscience tem como objectivo fornecer aos profissionais de saúde ferramentas de ponta baseadas na evidência e na prática clínica, através do ensino de bases sólidas de Bioquímica da Nutrição, Genómica Nutricional, Imunologia da Nutrição, Nutrição Baseada na Evidência, Medicina Evolutiva, Fisiopatologia, Interacção Fármaco-Alimento, Semiologia aplicada à Nutrição, Análises Clínicas, Suplementação e Dietoterapia Personalizada e Funcional. Um curso pioneiro em Portugal que se destina aos profissionais de saúde (nutricionistas, médicos, e outros) que procuram enriquecer a sua prática clínica com esta abordagem funcional e individualizada da nutrição clínica. 

Programa: 



PARA MAIS INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES AQUI.

8 de dezembro de 2014

CERTIFICAÇÃO EM NUTRIÇÃO DESPORTIVA - PORTO E ALGARVE

Finalmente no Porto, e no Algarve.

Inscrições abertas!

CERTIFICAÇÃO EM NUTRIÇÃO DESPORTIVA

WellXProSchool | Nutriscience | Tudor Bompa Institute

Algarve (Albufeira) e Porto (Gaia) | Janeiro a Maio de 2015

Mais informações em www.wellxproschool.com ou através do email wellxproschool@gmail.com
Finalmente no Porto, e Algarve 


Actividade física e a função cognitiva das crianças



Se até hoje houve palavras saídas da boca de alguém que me deixaram estupefacto, foi que as crianças em idade escolar não deviam praticar exercício físico extra-curricular pois isso "desvia" a criança daquela que deveria ser a sua prioridade - a escola. Bem, aqui vai então a minha resposta... 

Um estudo publicado há dias num journal (ou espécie de...) especializado em desenvolvimento infantil mostra por A + B que crianças fisicamente activas ultrapassam largamente os seus pares sedentários nos resultados dos testes de aferição, e têm melhor concentração e atenção [link]. E no que toca à parte mais "biológica" da coisa, as crianças activas apresentam um volume cerebral tendencialmente maior na hipocampo e gânglio basal, áreas envolvidas na função cognitiva e memória.

Segundo os autores, estes resultados podem até sugerir o exercício como intervenção em crianças com déficit de atenção, um problema tão comum hoje em dia e que antes se chamava de "criança mal comportada". Mas a verdade é que pode ser bem mais complexo do que isso e uma intervenção focada no exercício físico e alimentação poderá ter um impacto profundo na aprendizagem destas crianças.

Fora ou no âmbito das aulas, a actividade física é um auxiliar à aprendizagem destas crianças e não um obstáculo. Outro seria deixar de lado as bolachas maria e leite com chocolate. O que esperam que as crianças façam após ingerirem esta quantidade de açúcar? Que fiquem quietinhas a ouvir o ABC? Ou que andem que nem loucas numa "sugar high" que quando acaba dá uma moca de cansaço na certa? Food for thought...

Laura Chaddock-Heyman, Charles H. Hillman, Neal J. Cohen, Arthur F. Kramer. III. THE IMPORTANCE OF PHYSICAL ACTIVITY AND AEROBIC FITNESS FOR COGNITIVE CONTROL AND MEMORY IN CHILDREN. Monographs of the Society for Research in Child Development, 2014; 79 (4): 25

4 de dezembro de 2014

Consequências da resistência à insulina durante a gravidez


Já falámos muitas vezes das consequências metabólicas da resistência à insulina, uma hormona essencial para a gestão dos níveis de açúcar, regulação do apetite, e manutenção da massa magra e massa gorda. Em estados de resistência à insulina, a hormona apresenta uma acção anormal e é ineficiente na promoção da entrada de glicose para os tecidos. Os níveis elevados de glicose que se geram estimulam adicionalmente a secreção de insulina pelo pâncreas, levando a hiperinsulinemia. Uma fase crítica da disfunção é durante o desenvolvimento do feto. Sabe-se que a resistência à insulina está associada à carência energética no feto, levando a alterações epigenéticas e metabólicas que adaptam a criança a um ambiente de carência. Ou seja, tornam-na eficaz na reserva de energia. 

Um estudo recente mostra que a resistência à insulina nas mães (ratinhos) está associada a uma carência de células produtoras de insulina na descendência, bem como a um peso baixo à nascença. No entanto, durante os primeiros momentos de vida o peso é rapidamente ganho, e até acima do que seria normal. Este ganho de peso poderá ter a ver com dificuldade em lidar com os hidratos de carbono ingeridos, gerando-se um ambiente de hiperglicemia propenso à obesidade.

Obviamente que tudo isto tem implicações reais no risco de obesidade. A resistência à insulina é muito comum hoje em dia, com base nos maus hábitos de sedentarismo, privação de sono, obesidade, e má alimentação. A inflamação subclínica é um flagelo que está na base, ou como consequência, de muitas disfunções metabólicas comuns hoje em dia, como é exemplo a resistência à insulina. Portanto, garantir um funcionamento hormonal óptimo durante a gravidez é essencial para atenuar o risco de obesidade e doenças metabólicas como a diabetes. É na barriga que ainda tudo começa, e a mãe tem responsabilidades neste período.

S. Kahraman, E. Dirice, D. F. De Jesus, J. Hu, R. N. Kulkarni. Maternal insulin resistance and transient hyperglycemia impact the metabolic and endocrine phenotypes of offspringAJP: Endocrinology and Metabolism, 2014; 307 (10): E906