17 de agosto de 2015

Diagnóstico de overtraining 2: teste POMS


No artigo anterior falei-vos de um questionário de avaliação que pode ser utilizado como diagnóstico de síndrome de treino excessivo, ou overtraining. Na verdade, apesar de ser a ferramenta mais simples, também o POMS (Profile of Mood States) pode ser utilizado em atletas neste sentido. Trata-se de uma ferramenta muito utilizada no âmbito clinico e no desporto para caracterização do estado psicológico de um indivíduo. Lembrem-se que no overtraining são precisamente o humor, capacidade cognitiva, concentração, confiança e positividade dos primeiros a ser afectados. Dispensando uma caraterização extensa do teste, que me ultrapassa aliás, deixo-vos aqui uma ferramenta online que poderão utilizar para execução e interpretação rápida do teste.


Se traduzir-mos o resultado num gráfico, poderíamos assim distinguir um bom performer, de um indivíduo em queda de rendimento:


Na verdade, muitas vezes verifica-se o chamado iceberg invertido, com alto score em estados de tensão, depressão, raiva, fadiga e confusão, e quebra de vigor. Precisamente o inverso que temos para alta performance. Na ferramenta que vos mostrei, algo como isto:



Deixo-vos aqui mais uma forma de avaliar os sinais de treino excessivo num atleta, recreativo ou competitivo. Os testes psicológicos são ainda excelentes formas, se não as melhores, de diagnosticar este síndrome, embora vários marcadores bioquímicos tenham surgido nos últimos tempos como bons indicadores de overtraining. É sobre eles que nos iremos debruçar em artigos subsequentes.

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