8 de outubro de 2015

A inactividade física e o impacto no orçamento Nacional de saúde


Depois de no encontro da AGAP [link] terem sido lançados números para a praça relativos aos gastos do SNS devido à inactividade física, estimados não sei como em 3 milhões de euros/ano (acho que estão a ser simpáticos ou se tenham esquecido de um zero), talvez seja altura de debater a política nacional para estimular essa mesma actividade física. Ora vejamos... Aumentamos o IVA dos ginásios para 23%. É certo que para os cofres do Estado este aumento se poderá ter traduzido numa recuperação fiscal superior aos 3 milhões, ou não tendo em conta que muitos ginásios sobrecarregam o utente com o acréscimo, ou arranjam estratégias para reduzir o IVA na mensalidade (consultas de nutrição fantasma por exemplo, e ainda bem que elas são isentas de IVA).

Na outra margem do Atlântico, os nossos amigos Brasileiros acabam de aprovar uma lei que permite a dedução dos gastos em ginásio e Personal Trainers no imposto equivalente ao nosso IRS. O grande Romário é agora deputado, e não é só jogar futebol que sabe. Não é certamente o Fat New World que vai fazer os nossos políticos ver para além do imediato, e pensar na saúde como ela deve realmente ser pensada - PREVENÇÃO. Mas não é fútil trazer o tema à discussão e talvez um dia alguém se sente na Cadeira do Poder mais alerta para estas questões. E fazendo as contas, talvez saia mais barato a curto-médio prazo.

2 comentários:

  1. Além do incentivo fiscal, os horários de trabalho também não me parecem favoráveis à prática de exercício físico. Acho que diminuir estes também é um caminho.

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