2 de maio de 2016

Um tiro pela culatra na hipótese insulínica de Gary Taubes (video)



Um verdadeiro tiro pela culatra. Um estudo de Kevin Hall para provar a hipótese insulínica para a obesidade, financiado pela NuSi de Gary Taubes e companhia prova (ou sugere) precisamente o contrário. Em internato ("Metabolic Ward"), com controlo apertado das variáveis de estudo e secundárias, a mudança para uma dieta cetogénica atenuou (desacelerou) a perda de massa gorda (avaliada por DEXA), e a maior magnitude de peso total perdido em dieta cetogénica deveu-se sobretudo a água, e provavelmente de músculo pelo aumento significativo da perda de azoto na urina, resultado provavelmente de um maior catabolismo muscular, e também certamente da oxidação dos aminoácidos ingeridos.

Aguarda-se mais informação sobre o estudo, apenas apresentado em poster ainda, mas por agora nada abonatório à teoria fabulástica e best-seller de Taubes, que, a meu ver, de ciência tem muito pouco até pela postura que tem assumido. Estou ansioso pela reação de alguém que já confessou não mudar de posição por todo investimento que já fez na sua hipótese, independentemente da evidência. Não será certamente o prego no caixão, até porque muitos egos estão agora em jogo...


4 comentários:

  1. Low carb continua sendo mais eficaz para perda de gordura por até um ano, em condições de vida livre (fora de um laboratório); Gary taubes ainda está certo no mundo real.

    Abaixo alguns exemplos de estudos...Sérgio, vc conhece algum estudo clinico prospectivo randomizado feito "na vida real" em que low carb (e toda a conversa da Taubes, por conseguinte) saiu em desvantagem, comparando-se com outras dietas? seja low fat seja qualquer outra coisa?

    http://www.jpeds.com/article/S0022-3476(10)00120-4/abstract


    http://annals.org/article.aspx?articleid=1900694#.VAUHp-P2GXo.twitter
    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa0708681

    http://press.endocrine.org/doi/full/10.1210/jc.2002-021480

    http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa022637

    http://www.jpeds.com/article/S0022-3476(02)40206-5/abstract

    http://nutritionandmetabolism.biomedcentral.com/articles/10.1186/1743-7075-1-13

    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/15148063

    http://www.jpeds.com/article/S0022-3476(10)00120-4/abstract

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    1. Não são os resultados dos estudos de ambulatório que estão em causa, até porque as populações obesas nas amostras são habitualmente insulino-resistentes. A questão está na hipótese "insulinica" em si, que só seria comprovada em contexto de internato.

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  2. hehehe o post merece uma atualização depois de ler essa avaliação!! E veja que não é prova ou sugere, e sim comparar um vendido ao status-quo das diretrizes nutricionais dê-cereais-porque-ratos-tambem-gostam, comparando com estudos randomizados e em humanos. Hipóteses que contrariam estudos embasados são bullshit, e porque não tratar como tal? É ciência ou polêmica??

    https://proteinpower.com/drmike/2016/05/06/contradictions-and-cognitive-dissonance-the-kevin-hall-effect/

    First, take a look at the title. Authors summarize their papers in the title. This title is pretty clear: “Energy Expenditure Increases Following An Isocaloric Ketogenic Diet in Overweight And Obese Men.”

    Remember, an energy expenditure increase on an isocaloric diet = a metabolic advantage.

    So, another way of writing the title would be the following: A Metabolic Advantage Follows an Isocaloric Ketogenic Diet in Overweight And Obese Men.

    Right off the bat with the title alone, we’ve got cognitive dissonance. How can Hall say the data from this experiment produced no metabolic advantage when the title of his paper says the opposite? Good question.

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  3. Boas,

    Já leste isto?

    http://www.theguardian.com/society/2016/apr/07/the-sugar-conspiracy-robert-lustig-john-yudkin

    (também há em versão audio que é bem mais prática :) )

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